Há 3 mil anos o ser humano tenta resolver o problema da morte,
descobrir sua missão no mundo e aprender a decidir o que é certo ou
errado. O problema é que, nesse tempo todo, acabou criando um monte de
palavras difíceis. Mas fique calmo: agora você vai entender o que elas
significam
2- Cinismo: Doutrina de filosofia grega que considerava a honestidade o
único requisito para a felicidade. Único, mas único mesmo: os cínicos
eram filósofos-mendigões, ascetas radicais que não estavam nem aí para
roupa, dinheiro, família, costumes, tradição e higiene. Viviam conforme a
natureza, como cachorros vira-latas, e não apenas aceitaram o rótulo
como tomavam o bicho como símbolo de sua idéia de virtude, daí o nome
(do grego cyon, “cachorro”). Diógenes (412-323 a.C.), o maior dos
cínicos, era realmente um morador de rua e teve várias histórias
famosas: quando perguntaram a ele como resistir aos desejos da carne,
ele se masturbou em público e disse: “Se ao menos eu pudesse matar minha
fome esfregando a barriga...” Quando Alexandre, o Grande, perguntou a
Diógenes se podia lhe fazer algum favor, o cínico respondeu: “Sim, saia
da frente do meu sol”. A fama dura até hoje.
Conservador: Vá ao verbete “modernidade”. Foi? O contrário de ser moderno é ser conservador. Não se trata tanto de uma posição política, mas de outro jeito de olhar o ser humano. Se os modernos achavam que o homem pode ser melhorado se a sociedade mudar, os conservadores preferiam pensar como na Idade Média: que o homem é naturalmente mau, e a sociedade (a polícia, a hierarquia, a religião) serve para civilizá-lo, contê-lo. É por isso que, para os conservadores, uma mudança lenta e gradual é sempre preferível à revolução, que, para eles, deixam à solta a tendência destrutiva do homem. “É impossível estimar a perda que resulta da supressão dos antigos costumes e regras da vida”, escreveu no século 18 o inglês Edmund Burke. Os conservadores são o grupo mais fora de moda nos últimos séculos, mas, a favor deles, está o fato de que, como previram, da Revolução Francesa até as revoluções do século 20, não foram poucas as que acabaram em tragédia, opressão e assassinatos em massa.
2-Deus: Platonismo com rosto .
3-Dialética: Diálogo. É a arte de debater, argumentar e contra-argumentar. Sócrates foi o homem que estabeleceu o costume do diálogo nas rodas de intelectuais da Grécia. Por isso, muita gente o chama de pai da filosofia. Antes de Sócrates, valia mais a retórica, a arte do bem falar, do que os argumentos em si. Séculos depois, no século 18, “dialética” passou a significar uma dinâmica em que as coisas se sobrepõem, uma substituindo outra. Como quando as crianças, em círculo, colocam em seqüência as mãos, uma acima da outra.
4-Ética: Definir o que é certo e o que é errado. Simples, não? O problema é que a idéia de certo e errado muda sempre, dependendo de como enxergamos o mundo. Por exemplo: os gregos achavam que o homem deveria se integrar à harmonia do Cosmos. Por isso, usavam a natureza para saber o que era certo ou errado. Se, na natureza, havia hierarquia entre animais mais fortes que outros, então era muito bem aceitável que, entre os homens, houvesse escravidão. Já na Idade Moderna, quando o homem se considera superior à natureza, a escravidão torna-se, aos poucos, uma idéia absurda.
5-Epicurismo: Para Epicuro (340-270 a.C.), o ideal do bem é viver sem medo e sem dor, aproveitando o dia de hoje. “Quem menos sente a necessidade do amanhã mais alegremente se prepara para o amanhã”, diz Epicuro. Parece culto ao prazer, mas ele dizia também que, para viver bem, o jeito é se abster de grandes prazeres, evitando assim a frustração quando eles não puderem ser obtidos. Essas palavras fizeram muito sucesso na Roma antiga, quando o prazer falava acima de quase tudo.
13-Metafísica: O nome certo era para ser “primeira filosofia”, como Aristóteles a chamava. Mas, quando o filósofo Andrônico de Rhodes foi organizar os livros de Aristóteles na biblioteca de Alexandria, simplesmente colocou esses volumes à direita da “física” aristotélica e escreveu: “os livros que vêm depois da física”. Os romanos entenderam tudo errado: achavam que a tal “metafísica” era o estudo das coisas “além do mundo físico” – em outras palavras, coisas inventadas, como os deuses. Na verdade, é a metafísica que faz as perguntinhas mais amplas, tipo “quem somos, de onde viemos?”
16-Pós-Modernidade: Sabe alguém que não gosta de usar celular, toma remédio de homeopatia e, nas férias, percorreu a pé o Caminho de Santiago? Pois eis aí um belo pós-moderno. Na teoria, o pós-modernismo é uma recusa à modernidade, uma desconfiança dos valores do iluminismo. Na prática, ele aparece em toda parte, principalmente como uma recusa às grandes correntes . Em vez das grandes religiões tradicionais, doutrinas orientais como o budismo. Na moda, é aquela camiseta única, cuja estampa você mesmo inventou. Na arquitetura: em vez dos prediões de linhas retas e funcionais do começo do século 20, linhas curvas. E até no turismo: em vez do pacotão da CVC, uma experiência única, como fazer o Caminho de Santiago ou percorrer a França de bicicleta .
17-Transcendência: contrário da imanência, é a idéia de que Deus é algo separado do mundo (ou seja, “transcende” a ele) e que o mundo segue por sua própria conta as regras criadas por Ele. Depois dos livros de Kant, transcendência passou a significar também pensar não nas coisas em si, mas na relação entre as coisas como elas são vistas e o que existe de fato. Ou seja, “transcender” o senso comum não filosófico, atingir a verdade por trás das coisas.
Verdade: O objetivo final da filosofia – apesar de que, para alguns filósofos, acreditar na verdade é cair num grande mal-entendido. Ou não.
retirado de: http://super.abril.com.br/cultura/pequena-enciclopedia-super-filosofia-447408.shtml
1.Cartesianismo: Duvidar de tudo, negar tudo que não resiste à dúvida,
como queria o francês René Descartes , o principal dos filósofos
modernos. No livro Meditações Metafísicas, de 1641, Descartes propôs que
todo conhecimento começasse de volta, do zero, recusando todos os
“argumentos de autoridade”, aquilo que o homem acreditava por tradição
ou por imposição de alguma autoridade ou religião. Para perceber o
impacto da idéia, basta saber que, depois de Descartes, o mundo passou a
viver séculos de revoluções em várias áreas, botando abaixo tudo o que
não resistia à dúvida, seja a idéia de que a Terra é o centro do
Universo, seja a de que os reis são pessoas superiores. Para o
historiador francês Alexis de Tocqueville, a Revolução Francesa, por
exemplo, foi “feita por cartesianos que saíram das escolas e desceram à
rua”. Se você usa uma camiseta com o Che Guevara, mude já a estampa:
revolucionário mesmo foi Descartes e sua idéia de duvidar de tudo.
Conservador: Vá ao verbete “modernidade”. Foi? O contrário de ser moderno é ser conservador. Não se trata tanto de uma posição política, mas de outro jeito de olhar o ser humano. Se os modernos achavam que o homem pode ser melhorado se a sociedade mudar, os conservadores preferiam pensar como na Idade Média: que o homem é naturalmente mau, e a sociedade (a polícia, a hierarquia, a religião) serve para civilizá-lo, contê-lo. É por isso que, para os conservadores, uma mudança lenta e gradual é sempre preferível à revolução, que, para eles, deixam à solta a tendência destrutiva do homem. “É impossível estimar a perda que resulta da supressão dos antigos costumes e regras da vida”, escreveu no século 18 o inglês Edmund Burke. Os conservadores são o grupo mais fora de moda nos últimos séculos, mas, a favor deles, está o fato de que, como previram, da Revolução Francesa até as revoluções do século 20, não foram poucas as que acabaram em tragédia, opressão e assassinatos em massa.
2-Deus: Platonismo com rosto .
3-Dialética: Diálogo. É a arte de debater, argumentar e contra-argumentar. Sócrates foi o homem que estabeleceu o costume do diálogo nas rodas de intelectuais da Grécia. Por isso, muita gente o chama de pai da filosofia. Antes de Sócrates, valia mais a retórica, a arte do bem falar, do que os argumentos em si. Séculos depois, no século 18, “dialética” passou a significar uma dinâmica em que as coisas se sobrepõem, uma substituindo outra. Como quando as crianças, em círculo, colocam em seqüência as mãos, uma acima da outra.
4-Ética: Definir o que é certo e o que é errado. Simples, não? O problema é que a idéia de certo e errado muda sempre, dependendo de como enxergamos o mundo. Por exemplo: os gregos achavam que o homem deveria se integrar à harmonia do Cosmos. Por isso, usavam a natureza para saber o que era certo ou errado. Se, na natureza, havia hierarquia entre animais mais fortes que outros, então era muito bem aceitável que, entre os homens, houvesse escravidão. Já na Idade Moderna, quando o homem se considera superior à natureza, a escravidão torna-se, aos poucos, uma idéia absurda.
5-Epicurismo: Para Epicuro (340-270 a.C.), o ideal do bem é viver sem medo e sem dor, aproveitando o dia de hoje. “Quem menos sente a necessidade do amanhã mais alegremente se prepara para o amanhã”, diz Epicuro. Parece culto ao prazer, mas ele dizia também que, para viver bem, o jeito é se abster de grandes prazeres, evitando assim a frustração quando eles não puderem ser obtidos. Essas palavras fizeram muito sucesso na Roma antiga, quando o prazer falava acima de quase tudo.
6-Estoicismo: Diferentemente do epicurista, o estóico acredita que o
mundo é governado por uma lógica divina, ou seja, Deus está no mundo e
sua manifestação é a ordem das coisas. Assim sendo, o negócio é estar do
lado da natureza, mesmo que isso possa implicar desconforto mental ou
físico. O estoicismo prega que somente pelo desapego, ignorando dor e
prazer, é que se descobre a verdade.
7-Hermenêutica: Interpretação de texto. É a parte da filosofia que
pensa no que o autor realmente quis dizer com um discurso, um filme ou
um evangelho escrito 2 mil anos atrás. Por exemplo: na Bíblia, o fato de
os judeus serem os traidores de Jesus é encarado como uma estratégia
para os evangelhos caírem no gosto dos romanos, que, na época,
perseguiam os judeus.
8-Humanismo: Fenômeno que começou no século 16 e colocou o ser humano
no centro do Universo. Se você já leu várias vezes essa explicação sem
entender muito bem, tente pensar numa época antes do humanismo: a Idade
Média. A vida humana então não tinha tanto valor quanto hoje: os filhos
só eram batizados se persistissem em sobreviver, já que a maioria morria
nos primeiros anos. A idéia de infância não existia – as crianças
vestiam roupas de adultos e, nas obras de arte, eram representadas como
adultos pequenos. Como os pintores trabalhavam por devoção a Deus, e não
por um reconhecimento pessoal, muitas pinturas não eram assinadas. E a
idéia de que Deus decidia tudo era tão forte que ninguém imaginava que
poderia melhorar de vida, progredir por esforço próprio. Se você
nascesse um camponês pobre, encararia isso como uma decisão divina, sem
imaginar que poderia agir para ser diferente. Com o humanismo, o ser
humano aos poucos virou o centro das atenções – pinturas (assinadas) do
rosto de pessoas ficaram cada vez mais comuns, assim como o estudo do
corpo humano e suas medidas (lembra-se daquele desenho do Homem
Vitruviano de Leonardo da Vinci?). A idéia é de que quem determina o que
é certo ou errado não é Deus nem as tradições, mas as pessoas e sua
capacidade individual de pensar. Um exemplo é Maquiavel (1469-1527),
autor de O Príncipe. Ele rejeitou a moral bíblica para que seu príncipe
conquistasse um bem permanente pelas vias do mal passageiro – o famoso
“os fins justificam os meios”. Também surge com o humanismo a idéia de
que o ser humano pode trazer o céu à terra. Foi nessa época que o termo
“utopia” foi inventado, pelo inglês Thomas Moore (1478-1535) – o livro
Utopia descreve uma ilha em que tudo seria perfeito.
9-Imanência: Repare neste fragmento de Tales de Mileto: “Todas as
coisas estão cheias de deuses”. Imanência é isso: a idéia de que Deus ou
algum princípio divino, ou qualquer ideal, está aqui, entre nós,
presente no mundo, nas leis da física, nas pessoas, nos seres vivos e
talvez em todas as coisas. Por isso, para os gregos da época de Tales,
era preciso abrir os olhos para o mundo, ou seja, apreciar a ordem
natural das coisas, a harmonia da natureza. Não é à toa que a palavra
teoria vem do grego to theion, ou “eu vejo o divino”. E que os
filósofos dessa época, como Tales, se dedicaram a estudar os princípios
da natureza, como na geometria .
10-Iluminismo: Nos séculos 16 e 17, as pessoas se sentiam perdidas no
escuro. As descobertas científicas de Newton, Kepler e Galileu
derrubaram a idéia de que o mundo era uma coisa pronta e ordenada por
Deus. Começamos a olhar o Universo como um lugar sem ordem, em que
forças da física a todo momento se debatem. Então, o que fazer?
Iluminar-se, criar uma ordem para o mundo. É o que propõem os filósofos
da época, principalmente Emmanuel Kant , com o livro Crítica da Razão
Pura. Por meio da ciência, da razão, o ser humano passou a tentar a
explicar o mundo e catalogá-lo – vêm daí os primeiros museus e
disciplinas científicas.
11-Modernidade: Pegue os verbetes humanismo, cartesiano e iluminismo e
misture-os bem. Modernidade são os últimos 5 séculos, época em que o ser
humano começou a se achar o centro do mundo, passou a usar a razão para
conhecer o mundo e a acreditar que a mudança, o progresso, conduz a uma
coisa melhor que o passado. O espírito da modernidade é a idéia de que a
ciência – todas as ciências, da psicologia à arquitetura – pode
melhorar a sociedade e até mexer com a alma humana, melhorando o próprio
homem.
12-Materialismo: Lembra-se do Kléber Ban-Ban, aquele do Big Brother que
dizia “faz parte” a toda hora? Materialismo é acreditar que o sonho
acabou e, como faz o ex-BBB, dar de ombros aos problemas da vida.
Literalmente, é acreditar na matéria, amar o mundo tal como ele é. O
materialista não tem utopias, tenta esperar pouco da vida. “Esperar é
desejar sem fruir, sem saber e sem poder”, afirma o filósofo André
Comte-Sponville, a voz do materialismo no século 20. O problema do
materialismo contemporâneo é: como amar a realidade em momentos como o
genocídio de Ruanda sem dizer “faz parte” ou recorrer a utopias?
13-Metafísica: O nome certo era para ser “primeira filosofia”, como Aristóteles a chamava. Mas, quando o filósofo Andrônico de Rhodes foi organizar os livros de Aristóteles na biblioteca de Alexandria, simplesmente colocou esses volumes à direita da “física” aristotélica e escreveu: “os livros que vêm depois da física”. Os romanos entenderam tudo errado: achavam que a tal “metafísica” era o estudo das coisas “além do mundo físico” – em outras palavras, coisas inventadas, como os deuses. Na verdade, é a metafísica que faz as perguntinhas mais amplas, tipo “quem somos, de onde viemos?”
14-Niilismo: É negar a realidade, dizer não ao mundo real em prol da
imaginação de um mundo perfeito, de um ideal transcendente, do “nada” –
que em latim é nihil. Os niilistas proliferaram no século 19, com as
grandes ideologias políticas, e seu maior inimigo foi Friedrich
Nietzsche . Pense com ele: depois da modernidade, quando deixamos de
explicar o mundo por atos de Deus, tivemos de arranjar outros ídolos,
outros ideais sublimes para dar à vida uma sensação de eternidade. Em
vez do paraíso da Bíblia, o novo ideal virou o nacionalismo, o
cientificismo (pensar que a ciência resolveria todos os problemas do
homem) ou o comunismo. Nietzsche chega a tratar o comunismo como uma
religião, com apenas uma diferença do
cristianismo: atribuir nossos
problemas aos outros ou a nós mesmos – “a primeira coisa faz o
socialista, a segunda o cristão”, afirma ele em Crepúsculo dos Ídolos.
Niilismo também significa achar que nada tem valor – que não há motivos
para respeitar tradições, leis ou princípios morais. É a perigosa idéia
de que “se Deus não existe, então não há crime, não há pecado; tudo é
permitido”, como diz um personagem do livro Os Irmãos Karamazov, de
Dostoiévski, outro grande crítico do niilismo.
15-Platonismo: Ver o mundo em duas partes. Platão (427-347 a.C.) dividia
o mundo em dois: para ele, antes das coisas reais, do mundo real em que
vivemos, existem as idéias das coisas, que são eternas e vivem no
“mundo das idéias”. Esse mundo das idéias seria o único de fato
verdadeiro; e este aqui, em que vivemos, seria uma sombra, uma ilusão.
Platão também acreditava na imortalidade da alma, que, de vez em quando,
era aprisionada em corpos humanos. O platonismo lembra muito uma
religião, não? Pois é exatamente a visão de mundo de Platão que o
judaísmo, o cristianismo e o islamismo se apropriaram. Séculos depois de
Platão, suas idéias se misturaram com crenças judaicas, que deram ao
mundo das idéias uma cara, uma forma de pessoa: Deus.
16-Pós-Modernidade: Sabe alguém que não gosta de usar celular, toma remédio de homeopatia e, nas férias, percorreu a pé o Caminho de Santiago? Pois eis aí um belo pós-moderno. Na teoria, o pós-modernismo é uma recusa à modernidade, uma desconfiança dos valores do iluminismo. Na prática, ele aparece em toda parte, principalmente como uma recusa às grandes correntes . Em vez das grandes religiões tradicionais, doutrinas orientais como o budismo. Na moda, é aquela camiseta única, cuja estampa você mesmo inventou. Na arquitetura: em vez dos prediões de linhas retas e funcionais do começo do século 20, linhas curvas. E até no turismo: em vez do pacotão da CVC, uma experiência única, como fazer o Caminho de Santiago ou percorrer a França de bicicleta .
17-Transcendência: contrário da imanência, é a idéia de que Deus é algo separado do mundo (ou seja, “transcende” a ele) e que o mundo segue por sua própria conta as regras criadas por Ele. Depois dos livros de Kant, transcendência passou a significar também pensar não nas coisas em si, mas na relação entre as coisas como elas são vistas e o que existe de fato. Ou seja, “transcender” o senso comum não filosófico, atingir a verdade por trás das coisas.
Verdade: O objetivo final da filosofia – apesar de que, para alguns filósofos, acreditar na verdade é cair num grande mal-entendido. Ou não.
retirado de: http://super.abril.com.br/cultura/pequena-enciclopedia-super-filosofia-447408.shtml
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